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Noite no Pelô

terça-feira, 8 de setembro de 2009 by Eúde Trindade


É impressionante como as crianças te abordam na rua. Muitas pedem porque realmente precisam. Precisam comer, precisam se drogar. Para enganar a fome, afastar o frio.Infelizmente, é essa a realidade de nossas crianças pobres. Mas o que eu quero com tudo isso? Contar além disso, minha aventura pelas ruas do Centro Histórico.

Na sexta-feira (04) a noite sai com um grupo de amigos. Fomos comemorar o aniversário de Marcos, my friend. Passamos pela Praça das Artes onde tocavam a banda Sátirus e alguns Dj´s (chegamos atrasados pra variar, mas isso não importa) empolgando um pequeno grupo de jovens que bebiam, cantavam, dançavam e fumavam. Chegando lá, sentamos tratamos de comprar uma bebida para começar a noite numa boa, comprimentamos nosso amigo Ighor, vocalista da Sátirus e deixamos ele em paz para cantar Misericórdia Maria (muito bom, rsrs). Não demorou muito e um rapaz acompanhado de duas meninas me chamou, fui até eles, achando que estava “abafando” nos comprimentamos com apertos de mão, abraço e beijinhos no rosto. O papo foi o seguinte:

Menino: Você tem um back (maconha) e tem pra vender?

(Ai meu Deus, tomei na cara, me chamaram de maconheiro e traficante, oxi! Eu ia dizer que diabo a eles?) Pensei, Eu: Não! Eu não tenho back e nem tenho pra vender!

Nos despedimos. Saí de lá arrasado! Mas não dei muita importância. Esse tipo de coisa acontece. Já passava das 23hs quando saimos do show. Resolvemos ficar por ali mesmo no Pelô. Então começou a nossa saga em busca de uma mesa que coubesse nossa turma. No primeiro bar o dono do estabelecimento não permitiu que juntássemos as mesas e colocasse mais cadeiras (quem guenta? Perdeu o cliente porque quis). Daí no segundo bar queriam cobrar um couver exorbitante para ouvir um cantor que já preparava as malas! Logo percebi que no terceiro bar que ficava em frente a esse tinham umas mesas vazias, encostei e perguntei ao garçon se podia juntar as mesas e acomodar ali minha galera.

Finalmente consegui. Sentamos ouvindo o cantor terminar de dedilhar suas últimas canções (que por sinal, tocava muito bem). Em meio a conversas surgem as crianças, moradores de rua, pedindo um trocadinho. Catamos nossas moedas e demos! Depois veio um vendedor, oferecendo um brinquedo feito com barbante. De um lado um boneco e do outro uma espécie de mula ou jegue vestido com a camisa de times do Bahia e Vitória e esse boneco quando balançava enfiava o ferro (vocês sabem onde, rsrs) no jeguinho. Criatividade a parte, voltemos aos vendedores. Contando, incluindo crianças, foram 4 em nossa mesa, além do bebâdo problemático (ninguém merece!) que ficava paquerando Isabele, Priscila e Sueli. Com certeza foi uma noite muito agradável e divertida!

Agora tem, tem, tem!

Não pude deixar de notar andando pelas ruas do Pelô, a iluminação cênica (muito bonita por sinal). Luminárias antigas tomavam conta das ladeiras históricas. O policiamento também se fez presente em cada esquina, rondas circulavam o tempo inteiro (muito diferente de alguns anos). O Pelourinho ganhou novos visitantes e porque não velhos? Rodas de capoeiras abrilhantava ainda mais a noite quente.

Posted in | 3 Comments »

3 comentários:

Elmo Bastos - Iji Lade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Star Fashion - Personal Style disse...

Muito bom Eúde!!! Mas faltou as obcenidades que tivemos que ouvir enquanto bebiamos e conversavamos.

Negão dessa forma me tornarei seu fã, "vú"?

Elmo Bastos

Franklin disse...

Boa postagem Eúde. Porem, concordo com seu amigo Elmo... Deixe que os comentários (digamos) "sordidos", façam parte das postagens para que isso dê mais vida ás futuras e, se torne uma leitura "excitante".

Saudações,
Franklin.

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